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Diário de Novas Tecnológicas da Galiza

Ourense situa-se entre os núcleos urbanos com menos acessos à Rede do Estado

segunda-feira 8 de Fevereiro do 2010, por Fernando Sarasqueta | | Partilhar

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Tomás Cotos, à esquerda, durante a apresentação do relatório

Por muito que se diga desde as administrações (central, autonómica e locais), a Rede tem raizames pouco fundas em amplas áreas da nossa geografia. A culpa disto haveria que rastrexala em muitos factores, dividindo o peso da responsabilidade entre a iniciativa das empresas (algumas delas muito pouco activas para levar acessos a onde –opinam- que não há demanda) e o alcance dos programas públicos postos em marcha desde instituições de todo o tipo (incapazes de solucionar de modo definitivo a falta de cobertura). Pois bem, por estes e outros motivos o panorama galego parece que não dá tirado estes obstáculos de para a Rede, e não só o que consideramos âmbito rural, senão também as cidades. Isto é o que lhe acontece por exemplo à Câmara municipal de Ourense, que segundo estudos achegados por investigadores do seu Campus, situa-se arestora no vagão de cola em equipamento e em disponibilidade de acesso a internet.
Os dados, incluídos no Estudo do impacto da fenda digital na Câmara municipal de Ourense, foram dados a conhecer hoje pelos autores deste informe, membros da área de conhecimento de Estatística e Investigação Operativa ligados à ESEI e à Faculdade de Empresariais.
O trabalho, assinala a Universidade de Vigo na sua web, revela que numa classificação entre as capitais de província do Estado espanhol, Ourense emprázase no último terço, tanto em infra-estrutura como em conectividade e cobertura de Rede. E isto, acrescentaram os autores do relatório, “percebendo a fenda digital como o acesso desigual das pessoas à tecnologia digital, um obstáculo para aceder à informação e a educação mediante as novas tecnologias da informação”. Por certo que o relatório desenvolveu-se sobre a base de 470 inquéritos levados a cabo em duas semanas entre indivíduos de 16 anos ou mais residentes dentro da câmara municipal. O primeiro passo, explicaram, foi avaliar o perfil das habitações, a distribuição das idades dos membros nos fogares ourensão. A seguir centraram no equipamento tecnológico no fogar dirigido para ser empregue com uma conexão à Rede, estimando que só 52,55% dos domicílios dispõem de um dispositivo electrónico com o que aceder à Internet, face à média de 62,3% dos fogares galegos. Segundo Tomás Cotos, membro da equipa responsável da investigação, “este dado põe de manifesto uma diferença em quase 10 pontos entre a câmara municipal de Ourense e o resto da Galiza, diferença que se incrementa em mais de quatro pontos se a comparamos com a taxa média do Estado espanhol”.
No informe também se achegam dados interessantes sobre a idade e os conhecimentos da cidadania ourensão em linha, revelando-se o que de algum modo já se supunha: que nos casos onde há residentes jovens/as, a possibilidade de que se conte com acesso à Rede se incrementa. Assim, nos âmbitos familiares onde reside uma pessoa menor de 15 anos, a percentagem de dispositivos electrónicas para o acesso medra até o 91%.
A capacidade adquisitiva, assinala-se, também é um factor decisivo para dispor (ou não) de conexão à Internet, e mais se temos em conta que 80% dos domicílios com ingressos superiores aos 1.500 euros contam com equipamento preciso para estar em linha. Mais uma vez, acrescenta-se, estamos ante um problema de custes, coisa que com toda a probabilidade atingiria uma solução em caso que a oferta comercial fosse mais económica ou bem se contasse com uma rede pública e aberta que cobrisse estes vazios.
Neste senso, assinalar que a Câmara municipal pôs já em marcha uma rede sem fios para achegar acesso a zonas públicas da cidade e mais a 18 núcleos rurais.

 

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