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Diário de Novas Tecnológicas da Galiza

A blogueira Palmira Castro dá-nos conta da sua experiência abrindo-lhe portas à Rede no rural

quarta-feira 18 de Fevereiro do 2009, por Fernando Sarasqueta | | Partilhar

Palmira Castro, natural de Sardiñeiro (Fisterra), é a responsável por um dos cadernos virtuais galegos demais complicada pronúncia, insomniorizar.blogspot.com, feito com que não lhe tem impedido situar-se entre os mais senlleiros dos escritos na nossa língua. Ou, o que vem sendo o mesmo: entre essas árvores virtuais que não caem nem com um temporário de força 8 coma o sofrido há dias. O blog de Palmira, até há bem pouco responsável pela Rede de Dinamización da Sociedade do Conhecimento em Castrelo de Minho, concebe-se como um blog-baliza: tem feitura de diário pessoal e, também, de guia para petar na porta da restante comunidade internauta galega. A sua experiência como blogueira e sobretudo como dinamizadora digital na localidade ourensão valeu-lhe entre outras coisas para mostrar que nem sequer a Rede, de por sim nova, se livra dos tópicos. Por exemplo: a velha teima de incluir-nos (desde fora mas também desde dentro) aos galegos e galegas entre os menos interessados por viver na Sociedade da Informação. A coisa mais bem aponta ao contrário: interesse há de suficiente, mais do que todas e todos acreditávamos.
-Como definirias o termo "dinamizadora" da Rede de uma câmara municipal rural sem incluir o termo "dinamizadora"?
-Pois é uma pessoa, é um agente social próximo da população que tenta achegar aos vizinhos e vizinhas a Sociedade da informação através de diferentes actividades e iniciativas, favorecendo o emprego das novas tecnologias na sua vida diária, encontrando utilidade e serviços ajustados aos seus interesses, mas sobretudo o que se vem pretendendo é converter a este agente na pessoa de referência para consultar perguntas, duvidas, inquietudes sobre a internet.

-Como foi a resposta das vizinhas e vizinhos de Castrelo de Minho logo destes meses de actividade da sala de aulas?
-Eu pessoalmente acho que a resposta foi muito boa. Castrelo acolheu muito bem esta iniciativa desde o primeiros momentos, e essa acolhida produziu-se por parte dos vizinhos e vizinhas, mas também por parte da própria administração local, que esteve aberta a todas as propostas implicando na iniciativa, e isso para mim foi todo um pulo e facilitou-me muito muito as coisas.

-Achas que é uma mentira mais sobre as galegas e os galegos isso que se diz de que não nos importamos para nada viver no digital?
-Quem diz isso? Pois mais uma vez não gosto de generalizar, mas o que é uma realidade na sala de aulas de Castrelo de Minho é que esta afirmação não é verdadeira. Todo o contrário, interesse há e muito por conhecer em grande medida o mundo digital e a Rede e por empregar as ferramentas, aplicações e serviços. Claro está que uns recursos têm mas demanda que outros. Nesta sala de aulas, por exemplo, tiveram muito sucesso serviços como o Sixpac, os blogues como primeiro passo para a criações de webs pessoais e profissionais, a busca de informação na Rede, ou os cursos de iniciação ao sistema operativo Ubuntu.
Muita gente desta câmara municipal participou nos obradoiros, mas também muita foi a gente que acudiu a sala de aulas, na procura de informação e asesoramento acerca de diversos temas relacionados com a Internet, com as equipas e com o software livre. Inclusive é muito destacável um grupo estável de gente que participou muito activamente no dia a dia na sala de aulas, acudindo a obradoiros, participando em iniciativas e propondo actividades e conteúdos.
Interesse há, e eu considero que muito, inclusive tive ocasião de dar-me conta de que muito desse interesse não estava a ser coberto pela localização geográfica da sala de aulas. Há que lembrar que a câmara municipal de Castrelo de Minho é muito amplo, assim que acho que a nova etapa do Centro virá com um movimento para as freguesias, onde muita gente demandou formação e charlas.

-É certo que as mulheres mostram mais interesse em pôr-se ao tanto de tudo o que lhes oferece Internet?
-Pois nesta pergunta eu tenho algo que acrescentar. Sim, é certo que segundo as estatísticas de utentes e utentes das salas de aulas da Rede de Dinamización são as mulheres as que maioritariamente acodem e participam nas salas de aulas, mas na de Castrelo de Minho esta regra não se cumpre, já que é maior o numero de utentes que o de utentes. E no que diz respeito aos assistentes a obradoiros, claramente animaram-se mais os homens que as mulheres. É dizer, ainda que as estatísticas assinalem que as mulheres têm mas interesse, suponho que bem, há que ter em conta muitas coisas, é depende da câmara municipal, e do sector de idade.

-Em que achas que puído melhorar a vida da câmara municipal no que trabalhas depois da posta em marcha da sala de aulas?
-Como dizia na primeira pergunta, a acolhida na câmara municipal foi muito boa, a gente conhece, emprega e demanda que sala de aulas funcione, para os vizinhos a sala de aulas supôs um espaço para encontrarem-se, um espaço de lazer tanto para a mocidade como para os maiores, e também um espaço de informação. Para os maiores, significou tudo isto, e amais tiveram a oportunidade de encontrar na sala de aulas um palco principalmente dedicado a eles e que rachou com a sua rutina diária. Houve uma cheia de pessoas que mostraram estes meses muita ilusão pela sala de aulas.

 

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